Créditos
Sobre esta música
Tico-Tico no Fubá é uma das composições instrumentais brasileiras mais famosas do mundo. Escrita por Zequinha de Abreu em 1917, a obra pertence à tradição do choro e tornou-se célebre por sua melodia veloz, ritmo sincopado e energia contagiante. Originalmente instrumental, recebeu letras em português e inglês somente mais tarde, à medida que alcançava popularidade internacional.
Não há registro conhecido de Django Reinhardt gravando Tico-Tico no Fubá. A composição pertence à tradição brasileira do choro e não ao repertório histórico do Manouche Jazz. Sua melodia virtuosa, forte impulso rítmico acústico e grande potencial para improvisação, porém, fazem dela um excelente material para arranjos em Gypsy Jazz.
Caráter musical:
Tico-Tico no Fubá é rápida, divertida e tecnicamente exigente. Sua melodia se desenvolve em frases velozes e contínuas sobre um acompanhamento fortemente sincopado, criando uma sensação constante de movimento. A obra é perfeita para instrumentos melódicos ágeis como flauta, clarinete, bandolim, cavaquinho, guitarra ou violino e naturalmente convida a interpretações virtuosas.
Conexão com o Manouche Jazz:
Tico-Tico no Fubá não é originalmente uma composição de Manouche Jazz, mas o encontro entre as duas tradições funciona de maneira surpreendentemente natural. O choro e o Gypsy Jazz compartilham a importância da instrumentação acústica, da precisão rítmica, do virtuosismo melódico e da improvisação. Por isso, músicos modernos de Gypsy Jazz frequentemente adaptam a obra, preservando sua melodia e energia características.
Fatos interessantes:
- Zequinha de Abreu compôs a música em 1917, inicialmente sob o título Tico-Tico no Farelo.
- O nome foi posteriormente alterado para Tico-Tico no Fubá para evitar confusão com outra composição que já utilizava o título anterior.
- O tico-tico é um pequeno pássaro muito conhecido no Brasil, enquanto fubá é farinha de milho. O título evoca a imagem de um passarinho agitado bicando rapidamente o fubá.
- A obra nasceu como composição instrumental. Letras surgiram posteriormente, incluindo uma versão em português associada a Aloysio de Oliveira e uma adaptação em inglês de Ervin Drake.
- A música tornou-se um fenômeno internacional durante os anos 1940, com interpretações de artistas como Ethel Smith e The Andrews Sisters.
- Carmen Miranda interpretou a canção no filme Copacabana, de 1947, ampliando ainda mais sua projeção internacional.
Tico-Tico no Fubá é um exemplo brilhante de como o choro brasileiro conseguiu conquistar o mundo sem perder sua identidade rítmica. Mais de um século depois de sua criação, sua velocidade, humor, invenção melódica e energia continuam desafiando e encantando músicos — e fazendo da obra uma excelente escolha para novas interpretações acústicas.
Grilles disponíveis
Grilles de acordes e arranjos publicados para esta música.